minicursos

Ana Elisa Ribeiro (cefet – mg) – sala 141 da sin
Redigir e revisar para mídias digitais 

É sabido que as tecnologias da informação e da comunicação alteraram os processos de edição e revisão de textos, transformando os fluxos editoriais, embora nem sempre seus produtos. Em alguns casos, no entanto, a redação, a preparação e a revisão ganham novas características e demandam novos saberes, uma vez que se deslocam e se reposicionam nos fluxos editoriais. Focalizaremos a redação e a revisão de textos produzidos para o que vem sendo chamado de “marketing digital”, especialidade que reintroduz profissionais redatores, preparadores e revisores de textos no mundo do trabalho freelancer, sob demandas ainda em consolidação. Discutiremos aspectos de formação para esse trabalho, assim como as próprias dinâmicas de atuação e suas consequências, por meio da breve prática de produção de textos que simulam situações reais de uma plataforma para redatores.

Daniella Lopes Dias Ignácio Rodrigues (puc – minas) – auditório 2 da bco
Saberes necessários à prática de revisão de textos 

Saber revisar textos é compreender não só os processos de textualização, mas também saber tornar os textos adequados à situação de interação social na qual circulam. Para tanto, os saberes necessários à prática de revisão de textos não podem ser adquiridos a partir somente da apreensão de conteúdos da Linguística Textual ou dos aspectos da genericidade dos textos. Mais que ensinar nos cursos de formação de revisores “o que olhar nos textos”, é preciso refletir sobre “como olhar os textos”. Tomando como base os pressupostos teóricos de Schneuwly e Dolz (2004) relativamente às capacidades de linguagem, objetiva-se discutir as capacidades de ação necessárias à prática de revisão de textos.

Eliane Mourão (ufop – mg) – sala 237 do at-10
As pessoas do discurso no texto acadêmico: motivações representacionais, textuais e
interacionais

É amplamente conhecida a convenção segundo a qual o texto acadêmico não admite o uso da 1ª pessoa do singular. Trata-se de uma visão representacional dos pronomes pessoais, que denotariam um dos participantes do ato verbal. Dessa perspectiva, usar o pronome “eu” e seus correlatos implicaria, de modo condenável, introduzir o falante no texto científico e, assim, dotar esse texto de subjetividade. Questionamos essa visão, mostrando que o emprego das chamadas pessoas do discurso atende também a propósitos textuais e interacionais. Tomamos como material de análise prefácios de obras prestigiadas no ambiente acadêmico, tendo em vista o fato de esse gênero textual ser mais maleável no que diz respeito à presença dos pronomes pessoais.

José de Souza Muniz  Júnior (uece – ce) – sala 238 do at-10
Checklist: teoria-prática do trabalho textual 

O chamado checklist (ou lista de checagem) é uma ferramenta útil ao trabalho de tradutores, preparadores, revisores e diagramadores. Exerce, ao menos, cinco funções interligadas no processo editorial: registro do consenso; instrumento pedagógico; protocolo da ação; dispositivo de controle de qualidade; redutor de imprevisibilidades. Com base na análise de alguns modelos existentes de checklist e no exercício de sua construção, discutiremos dois aspectos: a relação desses documentos prescritivos da vida cotidiana com os regimes de genericidade (D. Maingueneau) e as implicações de seu uso prático na gestão do conflito de normas (Y. Schwartz).

Luciana Gracioso (ufscar – sp) – sala 239 do at-10
Produção científica: indicadores e estratégias de visibilidade 

O minicurso está voltado para a oferta de conteúdos sobre a produtividade e a visibilidade da produção científica, enfatizando os indicadores de produtividade e apresentando as leis bibliométricas, cientométricas, índice H, que regulam esse processo. Ainda tem como objetivo ofertar um treinamento voltado ao uso de softwares livres de mapeamento, gestão e visibilidade da produção científica.

Slides da exposição neste link.

Maíra Avelar (uesb – ba) – auditório 3 da bco
A revisão de textos acadêmicos: especificidades e desafios

O texto acadêmico apresenta especificidades que não podem escapar ao revisor, como, por exemplo, a adequação às normas técnicas, a referenciação adequada de autores, dentre outras. Nesta oficina, pretendemos discutir e, sobretudo, trabalhar aspectos práticos relacionados à revisão de textos acadêmicos. Pretendemos também focalizar aspectos relevantes à prática de revisão freelance, como a divulgação e a precificação dos serviços e os conhecimentos básicos de editoração necessários ao profissional que trabalha sem o auxílio de uma equipe editorial.